A ASSOCIAÇÃO
 

Escola Praia do Riso: uma construção coletiva

Na década de 80, ao colocar em prática uma proposta alternativa de educação, baseada em um modelo de cooperação e de responsabilidades coletivas, pais e professores começaram a escrever a história da Associação Pedagógica Praia do Riso. A idéia não era única na cidade, pois naquela mesma época, outros pais e outros educadores também se organizavam em associações. Foi o caminho encontrado para não aderir ao modelo de escola privada tradicional. Como todo começo, este também foi apaixonado. E como toda paixão, este começo foi emocionado e carregado de ideologias.

Nesta busca, os proprietários, professores e pais da Escola Alternativa (como foi chamada de 83 a 87) decidem transformá-la numa associação de caráter educativo e de ensino, sem fins lucrativos. Para o grupo fundador, o princípio do lucro não era compatível com uma ação pedagógica que se propunha a trabalhar para promover mudanças na sociedade.  Precisávamos, então,  pensar num outro tipo de relação.

Foi assim que a APPR constitui-se no lastro do que se tinha construído enquanto grupo de professores e pais. Discutíamos e compartilhávamos ideias e dificuldades: como viabilizar a manutenção de um projeto coletivo de educação e de escola que buscava relações mais democráticas, com profissionais qualificados e número reduzido de alunos por turma?

As gestões administrativas da APPR foram sucedendo-se umas as outras.  Estatutariamente a associação organiza-se a partir da assembléia geral, que é soberana nos processos decisórios. Apresenta uma diretoria composta por pais eleitos pela comunidade escolar; pelo Conselho Pedagógico, composto pelos professores, auxiliares de turma e de coordenação e pelas coordenadoras; e pelo Conselho de Pais, composto por pais representantes de turma eleitos por seus pares.

Ao longo dos anos, ainda bem, muito se aprende. Construímos, a cada assembléia geral (as primeiras pareciam intermináveis), a cada dificuldade, a cada erro e a cada acerto, o nosso conhecimento do que é a vida associativa. Sabemos que as práticas democráticas muitas vezes dão muito trabalho, mas são legítimas, consistentes e também nos proporcionam muitas alegrias. Afinal, um projeto só pode ser chamado de coletivo quando cada um deixa nele sua marca.

 

       

     

 
 
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